Bárbara Farias Direto da Redação
Este blog tem como proposta a análise dos acontecimentos da minha cidade, do país e do mundo.
O amor é uma torrente de emoções e sentimentos que se harmonizam e não se dissipam em tempo algum. Pode-se dizer que o amor realmente corre pelas veias, o amor é o próprio sangue que viaja no corpo, bombeado pelo coração. O amor é sentido em cada fibra no corpo. O amor se renova a todo instante como as células do templo corpóreo. O amor resiste a toda mudança drástica de ciclos. É uma energia tão forte, capaz de tornar extinto qualquer sentimento que cause dor. O amor sobrevive à morte do corpo.
Que outro sentimento é capaz de provocar na pele e no íntimo físico o êxtase da alma, no enlaçar dos corpos? Só o amor torna o melhor lugar do mundo, o peito do ser amado, no justo descanso.
O amor, como diz a música, bota no corpo uma outra vez porque ele é eterno.
Existe uma explicação para o amor? Sim, mas ele é tão maior que está acima da nossa compreensão. O amor transforma, o amor cura, o amor vence o desgaste do corpo físico.
O amor une duas almas perdidas na tempestade, que se desencontram e se reencontram no decurso de toda uma vida.

No dia 15 de novembro foi celebrado o centenário da Umbanda. A primeira religião espírita fundada no Brasil, pelo médium Zélio Fernandido de Moraes, sob a orientação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, em Niterói, no Rio de Janeiro. Mas, essa religião, voltada para a caridade e para o amor ao próximo, ainda é vista com muito preconceito, no país.
Os templos de Umbanda vivem repletos de pessoas em busca de cura espiritual, curas de doenças, ávidas por uma palavra de alívio sobre um amor perdido, por um ente que desencarnou, por uma dívida que não se consegue pagar.
Os templos estão sempre cheios de pessoas que buscam nos guias (caboclos, pretos-velhos, erês, exus, pombagiras, marinheiros, índios e negros) um pouco de alívio para suas dores, ajuda por meio de aconselhamentos. Porém, muitas dessas mesmas pessoas que tomam o passe que cura negam a Umbanda porta afora do templo.
Umbanda não é magia negra. Umbanda não sacrifica animais. Umbanda não explora comercialmente a fé alheia. Não faz ebó para o mal dos outros. Umbanda tem o propósito de cumprir a Missão de levar o bem e acalentar a quem precisa. Saravá, Umbanda!
A vida está cada vez mais corrida. O tempo passa cada vez mais rápido. O dia só tem 24 horas. Não há tempo, mas quanto menos tempo temos, mais perdemos na escolha de alguma coisa. Perdemos tempo na escolha de um produto na hora da compra, verificando os opcionais de um carro, os recursos de um computador, do celular, até mesmo de um aparelho de TV, os ingredientes contidos na fórmula de um shampoo, se tem ou não tem gordura trans no salgadinho, se o recheio da bolacha é chocolate alpino ou ao leite. Há uma infinidade de produtos que o mercado empurra e o que poderia ser uma simples aquisição, torna-se uma genuína odisséia. É tanta variedade que chega a cansar e aí você perde um tempo significativo da sua vida, tentando comprar alguma coisa .
Há pouquíssimo tempo atrás, talvez duas décadas, para comprar um televisor bastava verificar a qualidade da imagem do aparelho e se tinha entrada para vídeo cassete. Hoje para comprar uma TV, o consumidor analisa se o aparelho tem entradas para home theater, entradas USB, entradas HDMI etc etc etc. O aparelho celular tem tanto recurso, que a função “telefone” ficou coadjuvante. Uma simples margarina tem uma variedade de sabores que o ato de pegar e colocar no carrinho, não existe mais. Perde-se um tempão escolhendo, escolhendo, escolhendo . E, depois de tanto tempo escolhendo, vencido pelo cansaço, você leva qualquer coisa. E essa coisa qualquer não o satisfaz.
Tanta abundância no mercado consumidor e quanta escassez na qualidade de vida. É tanta coisa atraindo a atenção para o TER, que o SER vai ficando em segundo, terceiro, quarto plano. Falta tempo para curtir outra pessoa, falta tempo para curtir a si mesmo. Falta interesse nas coisas simples da vida, que são as que realmente importam.
Emoção de X - Por que fizeste isso comigo?! Não sabes que me magoa?!
Razão de Y – Tu sabes que não fiz por mal.
Emoção de X– Como eu posso saber? Magoaste-me. Não te entendo?
Pensamento positivo – A razão não fez por mal. O fato de ter feito algo que te magoaste demais, não significa que teve a intenção de fazê-lo?
Razão de Y– Tente entender, emoção, que não te quero mal?
Emoção de X – Entender? -Responde perplexa. Imagina, então, quando quiseres? Minha dor já é insuportável. Tu estás sempre me magoando, sem enxergar o que fazes ou perceber a gravidade do que fazes?
Pensamento Positivo – Emoção, encare de outra forma. Não se deixe dominar pelo sentimento. Se a razão quisesse teu mal, não perderia tempo se explicando. Estaria feliz com tua dor? Rindo de tua cara. Debochando.
Emoção de X– Já fui magoada demais. A razão não tem coração, não percebe o quanto é cruel? A razão pode escolher entre me magoar ou não, porque sabe que me magoa.
A razão, sem “ver” lógica na reação da emoção, desiste de discutir porque acredita não poder evitar magoá-la e vai embora.
Pensamento Positivo - Se a razão não consegue perceber o tamanho de tua dor, com sua atitude “cruel”, tanto melhor. Pense se ela soubesse e ainda assim te fizesse sofrer tanto e ainda por cima para te atingir? Tua dor não seria muito maior?
Emoção de X – Então, a razão deveria sentir o que sinto para entender, porque não posso mais agüentar isso.
Pensamento Positivo - Será que a razão teria estrutura para agüentar a VERDADE do que faz? Talvez tu sejas mais forte do que ela.
E o Pensamento Positivo se retirou, deixando a emoção refletindo...
Bárbara Farias – 12/09/08
Já escondi um amor com medo de perdê-lo,
Já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por estar com medo,
Já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida,
Já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono,
Já fui dormir tão feliz,
Ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos,
Já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram,
Já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho
Tentando descobrir quem sou,
Já tive tanta certeza de mim,
Ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois,
Já falei a verdade
E também me arrependi.
Já fingi não dar importância a pessoas que amava,
Para mais tarde chorar quieto em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza,
Já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena,
Já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já senti muita falta de alguém,
Mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar,
Já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns,
Outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns,
Já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça,
Apenas para ver um amigo mais feliz.
Já inventei histórias de final feliz
Para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais,
Ao ponto de confundir com a realidade.
Já tive medo do escuro,
Hoje no escuro "me acho…me agacho…fico ali".
Já caí inúmeras vezes
Achando que não iria me reerguer,
Já me reergui inúmeras vezes
Achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria
Apenas para não ligar para quem realmente queria...
Já corri atrás de um carro,
Por ele levar alguém que eu amava embora.
Já chamei pela mamã no meio da noite
Fugindo de um pesadelo,
Mas ela não apareceu
E foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo"
E descobri que não eram;
Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada
E sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas,
Porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim,
Porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que eu não sou,
Não me convidem a ser igual,
Porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade,
Não sei viver de mentiras,
Não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesmo,
Mas com certeza não serei o mesmo para sempre.
Não procuro impossíveis apenas a felicidade...
(*) Autoria atribuída a Charles Chaplin
Luz para todos os espíritos de "lá" e de "cá" que fazem da caridade uma missão de vida...
De "cá", em pensamento, envio boas energias a eles que me ajudaram e ajudam a enxergar além da emoção, mas com o coração. As provas existem, isso é inevitável, e sem a troca de energia entre toda essa gente, encarnada ou não, é tão impossível sobreviver quanto ficar sem o ar para respirar.
"Querido Diário"...que coisa infantil escrever "querido diário"...um amigo diria "deixa de ser gay, Bárbara"...rsrs...pois é, eu que desde a minha adolescência desenvolvi a arte de escrever em versos para que ninguém soubesse o que acontecia comigo, que atrevo-me a dizer que tornei-me poeta, contista, escritora de romance e jornalista pelo simples fato de amar escrever, neste momento obscuro da minha vida, dei férias a bárbara poeta, escritora, blá blá blá...e resolvi escrever uma página de verdades literais, sem arte, mais para me auto-analisar do que para exorcizar as dores que me acometem e mal me deixam respirar o ânimo da vida.
A verdade é que a vida se tornou irrespirável para mim porque agora "só dói quando eu respiro" (senso de humor). Sinto uma angústia, uma agonia tão dolorida que fujo das rodas de amigos, das festas, do trabalho, da felicidade dos outros. Hoje pra mim tanto faz se chove ou se o sol aponta lá fora prometendo um calor de 35 graus à sombra. O mar que eu amava também abandonei. Abondonei a mim mesma e a minha capacidade de amar e sorrir. Não sou mais aquela pessoa que quado chegava num ambiente divertia todo mundo com minha risada alta e meu humor. Aquela Bárbara sumiu do mapa. Não sei onde ela foi parar.
Ando irritada, mal-humorada e sem paciência com todo mundo. Meu deus, como pode alguém te ver com um livro de auto-ajuda na mão, cujo título é "Sei que vou sair dessa" — mais claro impossível — prostrada no sofá às 14 horas, num dia de férias, pára pra falar sobre futilidades e sobre a vida dos outros, não é capaz de perceber que alguém que lê um livro desses não está bem MESMO?? Impressionante. UMA PESSOA COM DEPRESSÃO FICA AGONIADA AO OUVIR SOBRE AS COISAS DO MUNDO PORQUE QUER SOSSEGO, SILÊNCIO, NÃO QUER SER IMPORTUNADA..QUANDO QUER CHAMA, GRITA, BERRA, "SE JOGA DA JANELA".
As pessoas estão tão preocupadas em satisfazer a si mesmas que nem notam a dor dos outros. É por isso que todo mundo se espanta quando fica sabendo de um suicídio. O infeliz que pôs fim a própria vida deu inúmeros sinais do risco que era para si mesmo, mas ninguém VIU ou OUVIU O QUE ELE DISSE.
Bom, a verdade é que ando de saco cheio de tudo e sem fé em nada porque fui traída irreparavelmente por alguém que eu amava e dediquei cinco anos da minha vida. Nada mais importa porque não confio em mais ninguém. E sozinha neste labirinto não sou capaz de encontrar a saída. Se os profissionais que cuidam dos insanos conseguirem devolver minha sanidade, ótimo...estou no lucro, mas graça e prazer na vida, nunca mais saberei o que é isso.
Que droga de vida, não tenho um lugar onde eu possa chorar e gritar toda a minha angústia sem ninguém encher o saco...Não existe um lugar neste mundo infeliz onde eu possa ter privacidade. E também não posso sentar numa mesa de bar e "tomar elas todas" porque meus amigos tem suas próprias vidas e coisas mais importantes para fazer e, com razão, eles não perderam a vontade de viver. É de enlouquecer essa fase que arde sem parar.
Eu tinha uma intensa paixão pela vida e agora TANTO FAZ... Fato é que me sinto um cadáver que anda e fala — O QUE MORREU FOI O ESPÍRITO — que ironia não???
A mais vil criatura, por sua alma miserável e putrefata é a que mais precisa de ajuda,
diz-me uma voz. Mas por mais digna de pena, que seja a vil alma, desejo-lhe que no auge de seu maior desespero só veja a sua própria ruína, sem nenhuma saída.
"Ainda te quero, bolero nossos versos são banais, mas como eu espero...teus beijos nunca mais...teus beijos nunca mais" ... (Tom Jobim e Chico Buarque de Hollanda)
Louco amor contido
Sufoco em mim
o grito dessa dor alucinante
conhecida de todo amante
No ocaso do caso desfeito
E daí, se eu gritasse e me tomassem por louca?
Louca de amor,
de paixão que corre pelos mananciais de cada fibra minha
Cada entranha.
E nesta loucura contida
no cárcere da razão, ainda,
está minha alma insandecida
Perdida em si mesma.
Nela há uma força
presa no grito,
que não exorciza,
nem alivia
Então, na carona dos boleros
escrevo esses versos.
Minha dor é vasta, e devasta
meu espírito que vaga,
sem rumo.
(Bárbara Farias)
“Y” é o meu bolero preferido
“Y”
(Eydie Gorme e Trio Los Panchos)
Y qué hiciste del amor que me juraste
y qué has hecho de los besos que te di
y qué excusa puedes darme si faltaste
y mataste la esperanza que hubo en mí.
Y qué ingrato es el destino que me hiere
y qué absurda es la razón de mi pasión
y qué necio es este amor que no se muere
y prefiere perdonarte tu traición.
Y pensar que en mi vida fuiste flama
y el caudal de mi gloria fuiste tú,
y llegué a quererte con el alma
y hoy me mata de tristeza tu actitud.
Y a qué debo dime entonces tu abandono,
y en qué ruta tu promesa se perdió,
y si dices la verdad yo te perdono
y te llevo en mi recuerdo junto a Dios.
"Eu, agora - que desfecho!
Já nem penso mais em ti...
Mas será que nunca deixo
De lembrar que te esqueci?"
“Para meus amigos que TÊM MEDO DE TERMINAR.
Às vezes é duro terminar com alguém, e isso dói em você.
Mas dói muito mais quando alguém rompe contigo, não é verdade?
Mas o amor também dói muito quando ele não sabe o que você sente.
Não engane tal pessoa, não seja grosso(a) e rude esperando que ela(e) adivinhe o
que você quer.
Não a(o) force a terminar contigo, pois a melhor forma de ser respeitado é
respeitar.
E a melhor forma de respeitá-la(o) é sendo verdadeiro(a) e sincero(a).
Lembre-se...o tempo passa e não volta atrás; não adianta dar murro em ponta de
faca...
Pra terminar.......
Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha
intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata...”
Mário Quintana, o grande poeta, sempre
Tuas frases perdidas
e mal-ditas
Num mar de incertezas
me angustia.
Coisa feita, alma vazia
Espera perdida, será?
Que ironia
Espírito cheio
do grito contido
do amor reprimido,
fica o vazio
Nos teus olhos castanhos
De profundo outono
Nem quente, nem frio
Palavra não dita
Maldita seja
A coisa feita
Na medida do possível, o impossível é o que me enche a vida de graça. É sim, sabe por que? Porque o impossível às vezes acontece e assim parece que realizado foi na medida do possível. Senão era sonho, e não realidade.
Respondo-te Amor, que sem paixão a vida não é graça, a vida passa e não marca.
Na busca do impossível como disseste fui feliz dentro da possibilidade da tua companhia no momento breve. Breve diante da eternidade de nossas almas, confinadas temporariamente em corpos mortais.
Na medida do possível procuro um modo de esquecer-te, mas na medida do impossível, deixo de lembra de ti.
E por isso, Amor, na medida do impossível, quero ser feliz! Porque diante da possibilidade de viver sem amor, só me resta morte em vida.
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